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Certificações agropecuárias
O Agronegócio brasileiro sustentou a balança comercial em 2011 gerando um superávit de cerca de 29 bilhões de dólares. Se retirarmos o Agronegócio da balança comercial esse superávit se transformaria em um déficit de quase 50 bilhões, ou seja, uma inversão do senário positivo atual. Muitos aplaudem e agradecem o Agronegócio como gerador de riqueza nacional, porém precisamos olhar para ...
Publicado em
01 de Junho de 2002
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O Agronegócio brasileiro sustentou a balança comercial em 2011 gerando um superávit de cerca de 29 bilhões de dólares. Se retirarmos o Agronegócio da balança comercial esse superávit se transformaria em um déficit de quase 50 bilhões, ou seja, uma inversão do senário positivo atual. Muitos aplaudem e agradecem o Agronegócio como gerador de riqueza nacional, porém precisamos olhar para frente e reconhecer que existem diverso pontos de melhoria. E assim agir enquanto é tempo.

Apesar de altamente superavitário nosso agronegócio é exportador de commodities e dependente de preços internacionais. A despeito da alta tecnologia empregada em nossa produção agrícola, nossos produtos ainda possuem baixo valor agregado. Precisamos melhorar a promoção e embalagem de nossa produção e buscar alternativas de agregação de valor como industrialização, venda direta, denominação de origem e certificação agrícola ou todas as anteriores juntas. Neste contexto a certificação agrícola é um caminho, não somente como forma de agregação de valor, mas principalmente como forma de acesso a mercado e melhoria na gestão interna da empresa rural.

A certificação agrícola nasceu nos países desenvolvidos com consumidores preocupados com as condições de seus fornecedores e da origem e forma de produção dos alimentos consumidos. Existem diversos tipos de certificações de forma direta e indireta. A certificação de forma direta é feita pelos próprios consumidores que vão ao local de produção verificar as condições de seus fornecedores, esse tipo de certificação é comum em alguns locais da Europa com produtos de denominação de origem e pequenos produtores rurais. A ViaVerde realiza projetos junto com produtores, tais como na pecuária, café e frutas em auditorias de certificação, verificação, capacitação e projetos técnicos.

Outro tipo de certificação é a certificação indireta ou de terceira parte. Esta se baseia em uma verificação do cumprimento de determinados princípios, critérios ou regras preestabelecidas, por meio de auditorias e de outros procedimentos de monitoramento, por entidades especializadas em avaliação. Verificado o cumprimento dessas regras, a unidade de produção submetida à avaliação recebe um certificado, que pode ser utilizado comercialmente, como forma de diferenciar a unidade de produção quanto aos seus procedimentos internos. A avaliação pode ser baseada, por exemplo, em relação a segurança alimentar, relações comerciais, práticas socioambientais, sistema de gestão, qualidade do produto, entre outros. Geralmente as certificações estão associadas ao cumprimento de Boas Práticas de Produção, o que trás inúmeros benefícios para o produtor, a propriedade e seus trabalhadores.

Na maioria dos casos, o certificado esta atrelado à um selo, que diferencia produtos na sua venda final ao consumidor.

Alguns exemplos de protocolos de certificação são:

- Orgânico: Focado na produção sem o uso de agrotóxicos, pode-se certificar diversos produtos alimentícios como carnes, hortifrúti e lácteos.

- RainForest Alliance: Norma internacional, organizada pela RAS (Rede de agricultura Sustentável) e aplicada em diversos países do mundo. Focado em uma ampla avaliação das condições socioambientais da propriedade. Principais culturas certificadas são: Café, Cacau, Uva, banana, chá e Pecuária.

- Fair Trade:Norma internacional, com distintas linhas e selos. Possui definição de preço mínimo para o produtor para as vendas de produtos. Focado na produção familiar e comércio justo. Principais culturas certificadas são café e cacau.

- EUREPGAP: Protocolo criado por empresas consumidoras, foco na segurança alimentar dos produtos consumidos.

- ISO: Um dos mais antigos e difundidos sistemas de certificação no mundo. Ampla normativa com diversos selos específicos que vão desde a qualidade do produto, parte ambiental, gestão de resíduos, entre outros.

- BomSucro: Protocolo criado por empresas do setor sucroalcooleiro com foco na área socioambiental da produção de açúcar e álcool.

- UTZ: Protocolo internacional, derivado originalmente do Eurepgap, baseado em rastreabilidade e segurança alimentar de seus produtos. Também leva em conta a parte socioambiental do empreendimento.

- RTRS (Associação Internacional de Soja Responsável): Protocolo criado por representantes de toda cadeia da soja para colaborar com uma produção responsável.

A propriedade que optar por esse caminho, deve escolher o protocolo que melhor se adapta ao seu manejo produtivo e aplicar para um deles. Muitos produtores que são bem sucedidos em determinado protocolo recebem um ágio pelo seu produto, mas observando diversas fazendas certificadas podemos notar que o maior benefício da certificação é a melhoria de sua gestão interna. Outros benefícios são visíveis tais como conservação dos recursos naturais da propriedade, diminuição dos impactos produtivos, valorização e capacitação do trabalhador rural, maior cumprimento da legislação e diminuição de passivos legais.
 
Autor: Murilo Bettarello
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