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Fisiologia da vaca leiteira: Conhecer ajuda no sucesso da atividade
A globalização trouxe ao planeta não só a oportunidade de alargamento de horizontes de mercado, mas também o incremento na velocidade e qualidade da comunicação e consequentemente a disseminação de novas técnicas produtivas. Os países produtores de leite a cada dia têm aumentado suas pesquisas e inovações técnicas na bovinocultura leiteira, visando alcançar dentro de características ...
Publicado em
12 de Dezembro de 2012
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A globalização trouxe ao planeta não só a oportunidade de alargamento de horizontes de mercado, mas também o incremento na velocidade e qualidade da comunicação e consequentemente a disseminação de novas técnicas produtivas.

Os países produtores de leite a cada dia têm aumentado suas pesquisas e inovações técnicas na bovinocultura leiteira, visando alcançar dentro de características próprias, o aumento de sua produção/produtividade, proporcionando ao produtor melhores condições de competitividade e maior lucratividade.

A Holanda tem buscado aumentar a vida útil de seu rebanho, através de técnicas relativamente simples. O investimento em melhoramento genético continua sendo importantíssimo nesse processo, mas outros aspectos também são contemplados.

A dieta fornecida às vacas no estágio de pré-parto assume fundamental importância na manutenção de qualidade fisiológica do organismo do animal, permitindo diminuição no índice de partos distócicos (com ajuda do homem) e complicações pós-parto, como a hipocalcemia (febre do leite) e o deslocamento de abomaso.

O cuidado na qualidade da dieta visa controlar o teor protéico e energético do alimento que será fornecido às vacas (menor índice de edemas, problemas de cascos e outras desordens metabólicas). Nas semanas anteriores ao parto (5 semanas), busca-se fornecer maior quantidade de fibras longas (feno e silagem de capim), permitindo assim que o rúmen tenha aumento de quantidade de papilas e volume. Nos 15 dias que anteriores ao parto, busca-se aumentar o teor energético da dieta com o fornecimento de silagem de milho.

O fornecimento de 35 litros de água à vaca logo após o parto, também assume grande importância, já que permite ao rúmen manter-se com tamanho favorável e permitir melhores índices de IMS (incluir o que significa essa sigla) Ingestão de Matéria Seca no terço inicial da lactação.

Outro aspecto bastante trabalhado pelos holandeses é o Escore Corporal (EC). As vacas e novilhas são inseminadas com 3 costelas aparentes (EC=2,9), portanto o animal não se apresentará obeso, diminuindo o risco de desordens metabólicas (Síndrome do Fígado Gordo, Hipocalcemia), que resultariam em cetose, trazendo prejuízos metabólicos não só a matriz como ao bezerro gestado.

Devido a característica de boa persistência leiteira apresentada pelo rebanho holandês, o Intervalo Entre Partos (IEP) também tem sido aumentado, buscando com isso permitir melhor recuperação das vacas para a próxima gestação. Conseguindo assim mais dias em lactação sem o uso de hormônios.

Todas essas ações apesar de serem aplicadas dentro das características de um país, nos permitem pensar sobre os rumos da bovinocultura leiteira nacional, principalmente quando o rebanho eleito para implantação é o Holandês. Já que problemas no parto, no pós-parto, de cascos, desordens metabólicas e dificuldade de reposição de rebanho são características também encontradas no Brasil.

Mudanças na mentalidade de como explorar o potencial do rebanho leiteiro são bem vindas e podem apresentar maior potencial de lucratividade, desde que aplicadas de maneira adequada e com orientação profissional especializada. Alcançar a máxima produção/produtividade respeitando as questões fisiológicas dos animais, sem transformá-los em máquinas, é a chave de uma atividade leiteira consciente, responsável e sustentável.
 
         
         
 
Autor: Denis Tostes
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