Reunião Técnica FZEA/USP e Cabanha Xavante

                                                                                    

Reunião Técnica FZEA/USP e Cabanha Xavante
Assunto: 10 Artigos Mais Lidos
Autor: Pedro Paulo de Faria Ronca


Data Publicação: 24/11/2011

Ocorreu no ultimo dia 21/11/, a Reunião Técnica: Realidade e Perspectivas da Ovinocultura de Corte no Sudeste. Realizado na Faculdade de Zootecnia da USP Pirassununga em parceria com a Cabanha Xavante da Fazenda Santa Clara, MG e Sebrae.

A reunião teve presença de professores e estudantes do Curso de Zootecnia da USP e produtores rurais da região. Palestras discutiram a evolução desta atividade que recebeu muitos novos produtores por volta de 5 anos atrás, mas diversos acabaram desistindo. Trata-se de uma criação extremamente técnica, muito mais que a bovinocultura, e onde as más práticas de manejo levam facilmente à alta mortalidade de animais. Cuidados com higiene, sanidade e alimentação devem ser constantes e diários. Foram levantados as principais dificuldades do setor, dentre elas: mão de obra especializada, dificuldade de legalização de abates, poucas disponibilidade de abatedouros próprios, insegurança (roubo) e falta de união entre os produtores em associações ou cooperativas.

O Sebrae apresentou detalhes de como participar e o que tem sido feito no seu programa de Incentivo à produção de ovinos: O programa Cordeiro de Qualidade.

Os produtores persistentes estão encontrando seu espaço no mercado. A realidade de preços atualmente é favorável ao produtor. Preços de anos atrás em torno de R$ 3 por kg vivo do cordeiro, hoje atingem R$ 6 a 6,5. Existe demanda interna e dificuldade em supri-la. O Brasil ainda importa considerável quantidade de carne de cordeiro e muitas vezes de carneiro (de pior qualidade). O Uruguai vinha suprindo a demanda Brasileira, mas recentemente fechou contrato com os EUA para exportação o que deve aumentar a falta de cordeiros no pais.

Defendeu-se que a qualidade do cordeiro produzido no Estado de São Paulo já é muito superior ao cordeiro uruguaio. O animal brasileiro é criado com raças e seleção voltada para o corte enquanto boa parte do cordeiro uruguaio é de animais voltados para a produção de lã e sem o padrão ou qualidade do cordeiro do Sudeste. Investimentos em qualidade genética tem trazido resultados expressivos em melhora de ganho de peso e qualidade de carcaça.

Uma mesa redonda com 5 produtores da região fechou as discussões do evento, discutindo as dificuldades e oportunidades pro setor.