Prática comum na soja ganha espaço na cultura do milho


O milho é o grão mais produzido no mundo além de ser o material mais utilizado para ensilagem. O nitrogênio (N) é o nutriente que mais limita a produção dessa cultura, sendo componentes de aminoácidos, proteínas, enzimas, pigmentos da clorofila, dentre outras inúmeras funções na planta. As fontes desse nutriente se resume principalmente o solo, com a decomposição da matéria orgânica, a fixação através de descargas elétricas, os fertilizantes nitrogenados e a fixação biológica.
As adubações químicas com esse elemento podem chegar em alguns casos na casa de 40 % do custo de produção da cultura. Aliado a esse alto custo da adubação nitrogenada, sabemos que as percas de N por lixiviação (lavagem no perfil do solo) e transformação em formas gasosas podem alcançar 50 %, dependendo da fonte do elemento.


Essa grande importância do N para a cultura impulsionou nos últimos anos os estudos sobre o potencial de algumas bactérias realizarem a fixação desse elemento no solo e disponibilizando para as plantas, assim como já é de praxe na cultura da soja. Para o milho, destaca-se nos trabalhos atuais, principalmente bactérias do gênero Azospirillum. Esses organismos, quando associadas à raízes das plantas podem contribuir com a nutrição do milho, disponibilizando o N abundantemente encontrado no ar atmosférico, reduzindo-o e transformando em amônia.


Outro ponto benéfico dessa associação deve ao fato de serem produtoras de fitohormônios que estimulam maior crescimento radicular favorecendo assim a absorção de água e minerais, maior tolerância a estresses como salinidade e seca, resultando em uma planta mais vigorosa e produtiva.  
 Ao contrário do que acontece com a soja e demais plantas da família Fabaceae, no milho e demais gramíneas ocorre a colonização da superfície das raízes pelas bactérias não havendo assim a formação de nódulos.


Por esse motivo é explicado que a inoculação em gramíneas não supre toda a demanda de nitrogênio e sim em parte. No caso mais específico do milho, tem gerado uma economia de 40 kg/ha de N sintético.


Por se tratar de um organismo vivo, deve-se ficar atento a alguns pontos com a inoculação. Atentar ao armazenamento do produto na sombra, em local fresco e arejado (evitar ultrapassar 30ºC), homogeneizar bem as sementes tratadas durante o plantio, inocular no momento do plantio, verificar o prazo de validade e sempre evitar a exposição ao sol. Em se tratando de custos, é importante salientar que a inoculação não ultrapassa R$20,00 o hectare tratado.


Em estudo científico que realizamos na fazenda Experimental do Instituto Federal do sul de Minas, em Muzambinho MG, a inoculação com Azospirillum promoveu o aumento médio de produtividade na ordem de 3,8 t de matéria verde, e aumento de 5 sacas/hectare do grão.


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Fontes:

HUNGRIA, M.; CAMPO, R.J.; SOUZA, E.M.S.; PEDROSA, F.O. Inoculation with selected strains of Azospirillum brasilense and A. lipoferum improves yields of maize and wheat in Brazil. PlantSoil, v.331, n.1-2, p.413-425, 2010. DOI: 10.1007/s11104-009-0262-0.

HUNGRIA, M. Inoculação com Azospirillum brasilense: inovação em rendimento a baixo custo. Londrina: EMBRAPA SOJA, 2011. 37p. (EMBRAPA SOJA. Documentos, 325).