Por que nem todos têm sucesso nas fazendas?


Autor: Carlos Alberto Ohara


É comum presenciarmos em nosso meio pessoas ou grupo de pessoas conversando a respeito da situação geral da economia como um todo, de suas fazendas e negócios. Geralmente, a conversa tende para o lado negativo, onde só lembramos de problemas e desacertos (a chamada “choradeira”) ou então aparecem aquelas soluções agrícolas milagrosas, que por um bom tempo viram moda na região, levando muita gente a perder dinheiro.


Devemos, sim, ter um senso crítico para analisar as coisas, tentar levantar os problemas, para então procurar as soluções. Mas de nada adianta reclamar em vão. Manter os ânimos em alta, treinar e motivar uma equipe de trabalho, fazer com que todos caminhem para um mesmo objetivo são tarefas das mais difíceis. Os problemas sempre aparecem.


Mas, se sabemos disso tudo, por que conhecemos tantos casos de insucesso?


A resposta está na falta de planejamento e gerenciamento da atividade.


Quantas pessoas, ao comprar terras, lembram-se de reservar um bom dinheiro, muitas vezes maior que o utilizado na compra do imóvel para beneficiá-lo e torná-lo rentável?


Quantas pessoas admitem vender um pedaço das terras que têm para aplicar o recurso levantado na criação ou otimização de uma atividade agrícola?


Quantas pessoas sabem que investirão cerca de R$ 800,00 por litro de leite para se iniciar na atividade? Ou seja, para produzir 1.000 litros/dia serão investidos R$ 800.000,00? E que na maioria dos casos as pessoas passam uma vida toda “crescendo” e reinvestindo na atividade levando àquela sensação de nunca ganhar dinheiro? E acaba acontecendo aquele ditado do “viveu pobre e morreu rico...”.



Quantas pessoas sabem que implantar 100.000 pés de café custa aproximadamente R$ 400.000,00 até começar a ter produção?


Quantas pessoas contam com um apoio técnico, idôneo, livre dos chamados “ele tem rabo preso com a firma tal”, que possa direcionar bem o sistema de produção? E que passe a ser um amigo com conceitos técnicos (e não amigos palpiteiros) onde a troca de informações e idéias contínuas levem às melhores soluções?


Quantas pessoas tratam sua equipe como parceiros, dignos de respeito, separando os bons dos ruins para que no final não fiquem todos ruins?


Quantas pessoas têm noção de quanto tempo precisarão para administrar bem o seu negócio? Ou novo negócio? Ou mais um negócio?


E por aí vão os questionamentos, são detalhes importantes na obtenção de resultados positivos. Um negócio mal planejado gera uma situação difícil de ser administrada e gerenciada, onde o prejuízo é certo.


Simplificar as etapas sem descuidar dos detalhes fundamentais é palavra de ordem.


É muito mais fácil trabalhar num ambiente limpo e disciplinado onde todos os envolvidos sabem onde estão as coisas, o que fazer, e para onde devemos caminhar. Por isso os programas de certificação vão ganhando vulto.


Muitas vezes pegamos pessoas agindo sem saber o que é prioritário para ser feito, o que é necessário ser anotado, perdendo tempo com ações e dados que não são importantes e que ao serem questionados sobre o porquê daquilo, respondem: “_Mandaram eu fazer...!?” ou “_É mesmo, não tinha pensado nisto!”. Se alguém já sabe ou já pensou, estará na frente e com maiores chances de ganho.


O dono do negócio é o único responsável pelo seu sucesso. Não adianta reclamar do governo, da situação, do empregado, do lugar, etc. Quase tudo é previsível e pode ser planejado aplicando-se coeficientes técnicos de eficiência. É preciso uma administração firme e constante para funcionar bem.


É tudo uma questão de conscientização, o mercado não aceita mais amadorismo e desinformação. Planeje e gerencie bem o seu negócio, o sucesso virá! A ViaVerde está pronta para te ajudar nessa caminhada!


Eng. Agr. Carlos Alberto Ohara

ViaVerde-Consultoria Agropecuária em Sistemas Tropicais

(35) 3531-5992 / 99981-0380

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