Como Estimar a Safra em Lima Ácida Tahiti?


Autor: Guilherme de Paula Eduardo


Na agricultura, um dos grandes desafios para qualquer cultura é estimar a safra vindoura. Isso porque a produção depende de vários fatores que, associados, resultam na projeção final, tais como: solo, clima (temperatura e umidade), variedade, sistema de cultivo e aspectos fitossanitários.

A fruticultura não foge à regra. Diferentemente da maioria das frutíferas perenes, a Lima Ácida Tahiti se apresenta como uma das espécies mais complexas com relação à projeção de safra. Isto porque a lima Tahiti pode apresentar diversas floradas ao longo do ano, dificultando não só a projeção, mas o manejo da cultura como um todo, uma vez que temos, em uma mesma planta, diferentes fases de frutificação ao mesmo tempo, o lado bom é que isto, por sua vez, permite que seja feita colheita em todos os meses do ano.

Definir o potencial máximo de produção ao ano não é o mais difícil. A dificuldade maior está no planejamento e comercialização da produção ao longo do ano, com a distribuição da safra mês a mês. Para quem trabalha com frutas direcionadas à exportação, isso se torna um fator de grande relevância.

A maioria dos compradores de Tahiti do Brasil desejam um abastecimento contínuo, semanal, e não apenas “na safra”. Quando a relação comercial ocorre com redes varejistas, esta necessidade se torna ainda mais importante. Como ainda não existe um modelo preciso para esta quantificação e distribuição ao longo do ano, as iniciativas que surgem ficam por conta dos próprios produtores.

Um exemplo de como se tem trabalhado para estimar a safra está sendo aplicado em uma fazenda produtora de Tahiti, com foco em exportação, no interior da Bahia. As linhas de ação são duas: a primeira consiste em medir a velocidade de crescimento dos frutos e a segunda em quantificá-los por meio de contagem, utilizando uma amostra de determinado número de plantas.

A medição do crescimento dos frutos se dá pelo acompanhamento, ao longo do tempo, da velocidade de desenvolvimento da frutificação. O intuito destas medições é auxiliar no estabelecimento dos parâmetros de crescimento de acordo com a idade dos frutos, auxiliando nos trabalhos de distribuição da safra ao longo dos meses


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Gráfico ilustrando a velocidade de crescimento dos frutos por categorias. O maior crescimento acontece quando os frutos estão medindo entre 20 e 30 mm, com crescimento de 8,51 mm em 15 dias.


A quantificação dos frutos por meio de contagem se baseia nos mesmos princípios adotados no monitoramento de pragas e doenças. Os levantamentos são feitos por amostragem de plantas (0,5 a 1%, dependendo do tamanho da quadra) e são realizadas contagens de frutos que deverão ser colhidos nos meses futuros. A definição dos parâmetros utilizados para categorizar cada tipo de frutos se utiliza das informações do acompanhamento da velocidade de crescimento da frutificação. Com estes parâmetros, expressos no diâmetro dos frutos, em milímetros (mm), as contagens são realizadas e a distribuição feita para até 3 meses.



                                                                   


Planta identificada com fita e, no detalhe, a identificação do ramo.

Essa é uma inovação proposta pela equipe VV em conjunto com a equipe técnica da fazenda e provavelmente ainda sofrerá alguns ajustes, porém já se mostra bastante assertiva. Com o passar do tempo e maior número de repetições, teremos maior acurácia da técnica, possibilitando ainda mais segurança ao produtor na tomada de decisões.

 Caso deseje maiores informações e detalhes, é só entrar em contato com a equipe ViaVerde através do site ou telefones. Na ViaVerde é assim, trabalhamos para solucionar as dificuldades do produtor, inovando com responsabilidade.