Aprenda a Classificar e Degustar o seu próprio café

                                                                                      


Aprenda a Classificar e Degustar o seu próprio café
Assunto: 10 Artigos Mais Lidos
Autor: Pedro Paulo de Faria Ronca



Produtores e clientes da ViaVerde Caio Frozoni e Felipe Galvani e o consultor Pedro Ronca participaram de treinamento de 4 dias (24 horas) em Classificação e Degustação de Café. O curso foi realizado no Centro de Preparo do Café, do Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo, na cidade de São Paulo.

Ministrado pelo experiente provador de café Cândido Ribeiro Filho os alunos tiveram a oportunidade de provar mais de 60 amostras de diferentes tipos de café, entre conilons e arábicas, de diversas regiões do Brasil e do Mundo.



O curso possibilita vivencia básica em classificação de amostras no padrão COB (Classificação Oficial Brasileira). Em atividades práticas aprende-se a realizar a classificação por peneira (16,17,18, moka, etc.), a classificação por bebida (duro, mole, rio, riado, etc.) e a classificação por tipo (Tipo 2, 3, 6, 7, etc.) e conhecer as diferenças entre os defeitos do café.

Com o treinamento aprende-se em detalhes a conhecer o seu próprio café e não depender assim apenas da classificação do comprador. A chamada “catação” do café na comercialização define o deságio que o produto sofre em relação aos preços de referencia do dia. Saber “catar” o próprio café é algo simples e que permite ter mais segurança na hora da comercialização. Infelizmente o mercado de café pode apresentar compradores que “sub-classificam” o café para pagar menores preços. Apenas quando conhece o café ou confia na avaliação do seu comprador o produtor está seguro que não sofrerá desvalorização injusta de seu produto.

Para regiões que possibilitam produção de cafés de qualidade superior ou gourmet conhecer o seu próprio café pode significar vendas acima dos preços praticados no mercado base e melhor poder de negociação. Quando se vende um café fino, mas em bica corrida, sem conhecer o real conteúdo do seu lote, pode-se estar perdendo valores na média entre R$ 20 a até R$ 80 por saca. Classificando e provando os seus lotes de café o produtor pode definir com segurança se vale a pena comercializar na forma de bica corrida ou re-beneficiar o café diminuindo-se os defeitos e aumentando-se o valor final de comercialização.

Conhecer o próprio café e comercializar bem são dicas há muito tempo faladas, mas muitas vezes esquecidas pelos produtores acostumados a vender os lotes nos mesmos locais há muitos anos. Pode estar aí uma oportunidade para aumentar significativamente a lucratividade da atividade.